Parceria de Alexandre Naval assina o hino da Estácio de Sá 2019

  • Imprimir

Após quase 12 horas de festa, o GRES Estácio de Sá elegeu, já na manhã de domingo, o samba-enredo que a comunidade vai cantar ao pisar a Marquês de Sapucaí no sábado, 02 de março, defendendo o enredo “ A fé que emerge das águas”, contando a história de fé e devoção do povo panamenho ao Cristo Negro de Portobelo.

O agito, que começou no início da noite de sábado, com pagode do Mestre Chuvisco, recebeu cerca de 4 mil pessoas na quadra da escola, entre eles , muitos panamenhos que vivem no Rio de Janeiro. O Panamá também pôde assistir ao vivo a festa , que foi transmitida pelas redes sociais da escola por toda a noite.

- O povo panamenho está muito contente com essa homenagem, muitos já querem desfilar na Estácio e já consideram a escola como parte do coração. O Nazareno é o nosso maior tesouro, a escola acertou muito neste tema e, também em trazer a Érika Ender para o desfile. Estamos já muito ansiosos pelo 02 de março e vamos torcer muito para o campeonato, disse o jornalista Carlos Arias, panamenho e apaixonado pelo Brasil e por Carnaval, que viajou especialmente para acompanhar a festa na quadra da vermelho e branco.

Quatro parcerias se apresentaram no palco do Berço do Samba. Embalados pela Bateria Medalha de Ouro, os ocmpositores deram um show de alegria e as torcidas se esforçaram ao máximo para conquistar a preferência da direção da escola.  Momentos antes da apresentação, Leziário Nascimento, presidente da agremiação, falou sobre a disputa.

- É um difícil que vai ser fácil porque temos quatro sambas com totais condições de serem campeões e , por isso, a gente sabe que não vai errar na escolha, porque nós temos quatro campeões. Quem vai escolher são os segmentos, declarou.

Após duas horas de apresentação e já com o dia claro, o intérprete Serginho do Porto entoou os primeiros versos da parceria composta por Alexandre Naval, Edson Marinho, jorge xavier, Luiz Sapatinho, Tinga, Cláudio e Álvaro Roberto, com participação especial de Júlio Alves.  Bicampeões da disputa, Naval e Sapatinho, conhecido comerciante do bairro, não seguraram a emoção.

- Até o ano passado, eu nunca havia tido a sorte de ter um samba meu cantado na Avenida. Até disse que , se eu ganhasse, já podia morrer. Agora sou bicampeão e mudei de ideia, quero viver mais um pouco para continuar vivendo essa emoção. Foi uma disputa muito dura, os sambas eram todos muito bons e, a cada semana, a gente tinha que se superar com o canto da nossa torcida. Eu nem sei o que dizer em um momento desses a não ser que sou grato, muito grato mesmo por ter alcançado esse resultado, disse Naval, que também é o presidente da ala dos compositores.

Foto: Dayse King